Hudson Henrique.
Tentando ser tudo no meio do nada. Sendo um nada no meio de tudo, entre todas as outras casas.
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Textos
Se te ver na fila do mercado.

Um dia te encontrarei.
Nem que fora na beira do abismo,
caindo contigo.
Caindo comigo.

Todos os copos que virei essa noite nunca serão,
não o bastante.
Ninguém é suficiente.

Abraço postes,
beijo lápides.
Arranho algumas cordas enferrujadas.

É, um dia.
E irei fingir que estou falando ao telefone,
passar reto.
Igual você dentro de si mesma,
negando o que tinha vontade.
Acenando e deixando qualquer pedaço de saudade se espatifar contra o muro.

Sempre com seus sapatos,
mostrando a metade da parte superior do pé.
Nunca te deixou alta o suficiente,
nem a bebida te engoliu.

Como um pavio pegando fogo,
a ponta dos dedos pra apagar.
Desejei nunca ter te acendido,
não por hora.

O ano está indo embora, comigo de carona,
e
deixo um rastro de perguntas inacabadas,
de coisas que não terminei e que não irei
terminar.

Um dia,
com seus seios no horizonte se tornando
prepotente e arrogante.
Podendo desviar qualquer olhar
com uma palavra amarga.

Irei mudar o lado da calçada,
pisar mais no acelerador,
correr contra o vento.

Podendo assim, pelo menos,
fingir que escondo toda a dor.

Caminhos duros até lá.
 
Hudson Henrique
Enviado por Hudson Henrique em 14/05/2021
Alterado em 14/05/2021
Comentários
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